A visita técnica começou na sala de conservação dos acervos. Lá, a turma foi recebida por duas profissionais museólogas, que compartilharam um pouco de suas histórias ao longo da graduação e da formação profissional. Em meio ao discurso sobre os exercícios da profissão na prática, ouvimos relatos sobre as dificuldades e os desafios enfrentados na conservação dos acervos no museu.
No entanto, o que mais me chamou a atenção foi o fato de serem duas mulheres museólogas ocupando, de fato, o cargo de museólogo. É até engraçado dizer que isso me marcou mais do que as vestimentas de Dom Pedro II quando criança. Visto que o cenário da profissão de museólogo no Brasil não é favorável, pois infelizmente há muita desvalorização na área e, muitas vezes, as instituições museológicas têm seus cargos ocupados por profissionais de outras áreas.
Essa realidade me fez refletir sobre a situação do nosso futuro enquanto museólogos em formação, mostrando que ainda há um caminho árduo a ser percorrido. Por outro lado, a visita ao espaço expositivo, realizada com pantufas nos pés, foi uma experiência muito satisfatória. Conhecer aquele espaço tão bonito e prestigiar a Coroa de Dom Pedro II, é impressionante. Gostaria de ter registrado alguns objetos ao longo da visita, porém o museu proíbe fotografias.
Apesar disso, essa proibição não foi algo negativo, pois me fez mergulhar ainda mais na história do museu. Mesmo sabendo que a intenção da restrição é garantir a segurança do acervo, minha experiência tornou-se mais imersiva por não utilizar o celular durante a visita, fazendo com que os registros permanecessem em minha memória.
Nenhum comentário:
Postar um comentário